Mercenária – Vida Bandida

Compre Diablo 3

A noite calma foi irrompida pelo som alto do alarme anunciando que um roubo tinha ocorrido…

– Corre! – Gritou a jovem elfa para seu parceiro enquanto os guardas de Silvermoon os perseguiam, mas era tarde demais, ele já havia sido pego. “Bom, sobra mais para mim” pensou ela com um sorriso no rosto, ainda correndo enquanto olhava para o enorme rubi que havia acabado de roubar do instituto de pesquisa arcana. O rapaz que havia sido deixado para trás se chamava Dracian, e não era o melhor dos ladrões, mas era o único parceiro que Helen havia encontrado para esse roubo, e ela precisava de um bode expiatório para distrair os guardas enquanto fugia.

Alguns minutos depois, em uma das ruas escuras entre a Praça do Sol e a Área comercial, Helen se encontrava com o elfo que a havia contratado para roubar a jóia, era um bruxo de nome Haldante. – Agora eu vou mostrar para aqueles velhos malditos quem é o melhor feiticeiro! Eles vão aprender a não me subestimar mais e lamentarão o dia em que não me aceitaram no Alto-conselho! – Mas para a jovem aquilo não importava, era apenas mais um feiticeiro vingativo com mania de grandeza, tudo que ela queria era receber logo o seu pagamento para poder ir embora e nunca mais voltar a ver a cara daquele cretino… A não ser é claro que ele tivesse outro trabalho para ela.

Nossa querida ladra ainda era jovem para os padrões dos alto-elfos, apenas 123 anos de idade, mas ela já tinha conquistado a fama de ser a melhor mercenária de toda Silvermoon, talvez até do reino todo! Você deve estar se perguntando por que eu estou chamando uma ladra assassina sem escrúpulos como a Helen de “querida”, mas você tem que lhe dar uma chance, a vida foi dura com ela, seus pais haviam morrido quando ela ainda era uma criança, e ela foi parar em um orfanato, onde sofria todo tipo de abuso por parte do diretor Balthian. Até a noite em que ela não agüentou mais, e quando o Balthian entrou em seu quarto, ela pegou uma faca de baixo do seu travesseiro que havia trazido da cozinha e desferiu vários golpes fatais no diretor. Após o incidente ela fugiu, o sangue em suas mãos e nenhum tipo de remorso em sua mente.

Ela então passou a roubar para sobreviver, e com o passar dos anos ela foi ficando mais habilidosa. No começo ela apenas roubava de criminosos, depois passou a trabalhar como assassina profissional, “eles merecem” dizia ela para si mesma a fim de se convencer de que o que estava fazendo era correto. Mas conforme a escala dos crimes foi aumentando, ela começou a gostar do que fazia e se apaixonou pela vida de luxo, matar e roubar agora era apenas um esporte que pagava bem para ela.

Até o dia em que a Horda chegou aos portões de Quel’Thalas! Os selvagens de pele verde se aliaram com um inimigo antigo dos elfos, os trolls Amani, e avançavam saqueando tudo em seu caminho, cada dia mais perto, não demoraria muito até que chegassem à cidade. Os submundo virou um caos naquela época, muitos pactos de paz entre as facções estavam sendo quebrados por chefes menores do crime que viam a oportunidade para agarrar o seu pedaço da riqueza, enquanto velhos inimigos mortais uniam forças para proteger vilas e cidades estratégicas para suas rotas de trafico. Foi quando a Helen foi contratada para assassinar Tel’Jilad, o maior chefe do crime da cidade, e ao ser bem sucedida ganhou a fama que tem hoje.

Agora que você já sabe da história que levou Helen a ser a pessoa de sangue frio que ela é podemos continuar de onde paramos. Ao sair daquele beco, a ladina jamais imaginou todas as graves implicações que esse pequeno roubo viria a causar, e alguns dias depois ela recebeu um novo serviço. Os detalhes eram desconhecidos, ela deveria se encontrar pessoalmente com o contratante em um armazém de recipientes alquímicos abandonado, até ai nada fora do comum, mas alguma coisa no trabalho estava incomodando a jovem, então ela tomou algumas precauções. Chegando ao local, não havia nenhum sinal do contratante misterioso.

“Deve ser apenas mais um teste, a qualquer momento um monte de capangas ou algum mercenário irá aparecer e me atacar.”. Por mais que a Helen estivesse acostumada com esse tipo de situação, ela não tinha como estar preparada para o que viria a seguir…

As luzes do deposito se ascenderam, e o que estava ali não eram capangas, era a Guardas Secreta, a elite da segurança de Silvermoon, composta por Rompedores de magia. Mesmo com a surpresa, a elfa reagiu rápido: “Uma armadilha? Ainda bem que eu trouxe isto…” e então ela jogou um cantil aberto cheio d’água sobre as caixas contendo enormes quantidades de um metal mágico, o que criou uma enorme nuvem de fumaça, que ela aproveitaria para fugir. Mas os Rompedores não seriam enganados por um truque tão simples, eles imediatamente dispersaram a nuvem magica e cercaram a ladina. “Quando eu sair daqui vou descobrir e matar o maldito que armou isso para mim!”, pensava ela enquanto se preparava para lutar contra todos eles.

– Não há necessidade para isso minha cara – falou uma figura sombria que saia de uma sala escura no fundo do armazém – Não vamos matá-la… A menos que você nos obrigue é claro – e ao falar isso, mostrou um sorriso cínico no rosto.
– O quê vocês querem comigo?
– Você é apressada não é mesmo? Bom, vamos direto aos assuntos então…
– Quem é você? E por que a Guarda Secreta de Silvermoon está aqui?
O elfo então fez um sinal com a mão e um dos guardas desferiu um soco no estomago da Helen.
– Eu estava prestes a responder a essa pergunta se você não tivesse me interrompido… Agora, se você me permitir falar, me chamo Valhalan, sou um Justicar e estou aqui para contratá-la.
– E por que você acha que eu trabalharia para o reinado?
Com o mesmo sinal, outro golpe foi desferido contra a ladina.
– Bom, para começar por que você não tem outra opção, a menos que prefira ir para as minhas masmorras – Ele então da um olhar sádico para Helen, enquanto lambia o próprio lábio, como se estivesse planejando uma serie de coisas – e depois, se você completar esse serviço, nós apagaremos todas as evidencias contra você.
– E por que vocês fariam isso?
– Minha querida, entenda isso: você assassinou muitos chefes do crime nos últimos anos, o que torna o meu trabalho muito mais fácil, no que me diz respeito você não cometeu crime algum. É uma pena que a Guarda do Sol não pense da mesma forma. E então, o que me diz?
Helen pensou por alguns instantes, e respondeu relutantemente – Está bem, o que você quer que eu faça?
– Aquele elfo para quem você roubou um rubi dias atrás pretende destruir o Alto-conselho de Dalaran, e para isso ele pretende invocar um lorde Tothrezim poderoso, você deve assassiná-lo antes que ele consiga realizar seu objetivo sinistro.
– Porque você não o mata pessoalmente? Com a força que você tem isso não seria um problema.
– Bem que eu gostaria, mas oficialmente eu não sou autorizado a eliminar os criminosos sem um julgamento na Corte de prata, e sem provas contra ele, ele acabaria absolvido. É ai que você entra minha cara, você vai fazer o serviço sujo.
– Ótimo, mas como eu vou encontrá-lo?
– Nossas informações indicam que ele se encontra em uma pequena vila ao sul chamada Goldenmist, você tem uma semana para completar o serviço. E se tentar escapar, não se esqueça que eu conheço todo o submundo desta cidade, você jamais iria conseguir realizar um novo trabalho sem que eu a capturasse, e como você tem sido descuidada e deixado muitas provas não teria como se livrar do julgamento.

Helen passou a mão sobre o queixo de Valhalan com um olhar tentador – Não se preocupe “querido”, eu não tentarei fugir, esse serviço é interessante demais para ser rejeitado, além disso… – Ela então o subjugou rápido demais para que ele pudesse reagir, e com uma adaga magica sobre sua garganta ela falou – Você é bonito demais para ser traído – Ela o empurrou para a frente e fugiu pela porta escondida pela qual o Justicar havia entrado.
– Devemos persegui-la senhor? – Falou um dos rompedores.
– Não, tenho certeza de que ela irá aceitar o trabalho, e também… devemos deixar as “ladys” achar que ganharam de vez em quando.

Após sair do local de encontro Helen passou na antiga casa do Tel’Jilad, que ela agora usava como esconderijo, para pegar alguns equipamentos para o serviço, e alguns minutos depois ela estava do lado de fora da cidade, a guarda do portão de entrada era muito reforçada, mas passar sem ser vista nunca fora um problema para a ladina. A elfa foi até a casa de sua amiga Winaestra, uma treinadora de Hawkstriders, onde ela alugou um belo pássaro vermelho para servi-lhe de montaria até Goldenmist. Helen partiu imediatamente, e dois dias depois ela havia chego ao seu destino. A primeira coisa que ela fez foi se hospedar em uma estalagem.

Na manhã seguinte a jovem explorou a cidade, para fins reconhecimento, “É preciso sempre ter rotas de fuga preparadas” acreditava ela, então ela identificou a casa que o bruxo estava usando como base de operações. Ao anoitecer ela voltou até o local, era uma casa pequena, provavelmente de algum curticultor que Haldante havia matado, e então se esgueirou por uma janela do segundo andar, entrando em um quarto simples. Silenciosamente ela verificou o outro quarto do andar, e deduziu que ele também não tinha nada fora do comum, então ela desceu as escadas, tomando todo o cuidado para não ser percebida. No térreo havia um único cômodo rústico mas confortável, o corpo de uma mulher jazia no chão, aparentemente morta a alguns dias, a lareira estava apagada. Um tapete movido do lugar mostrava um alçapão, e após descer, Helen se deparou com uma enorme quantidade de peles de animais, o lugar fedia muito e provavelmente era usado para armazenar os produtos do antigo dono da casa.

A iluminação era fraca e vinha de uma sinistra chama verde amarelada de aspecto doentio, Helen já havia visto isso antes, era fogo cruel, um fogo mágico que jamais se apagaria a menos que dispersado por seu conjurador ou alguém mais poderoso que ele. Havia alguns couros e objetos de trabalho jogados no chão, e sobre uma mesa, onde eles provavelmente estavam anteriormente, tinha um livro grande e de aparência muito antiga, ele estava aberto e apesar de ser difícil distinguir cores sob aquela luz esverdeada a elfa percebeu que os símbolos haviam sido escritos com sangue, embora não conseguisse ler o que ali estava escrito, ela reconheceu imediatamente a língua Eredum dos demônios. Estava claro que o feiticeiro corrompido tinha saído, então a ladina se escondeu para esperar até que ele voltasse.

Algumas horas depois uma risada fina e estridente rompeu o silencio, e os sons de passos foram ouvidos no andar superior.

– Calado! – falou Haldante enquanto descia a escada, e a mesma voz irritante que estava gargalhando respondeu:
– Eu não posso evitar, o mestre virá para Azeroth hoje, e ele fará uma carnificina na cidade violeta dos magos! Uma carnificina! – e então voltou a gargalhar freneticamente.
– Silêncio! Eu preciso me concentrar agora para terminar o ritual. – Falou o bruxo para a figura que o acompanhava, era um diabrete branco e seus olhos, chifres, presas e garras eram escarlates como sangue recém derramado.

Era a oportunidade que a assassina precisava, o alvo estava de costas distraído lendo o livro. Ela se levantou e atirou uma adaga certeira em direção a cabeça do feiticeiro, mas o pequeno demônio reagiu rápido, ele pulou e agarrou a adaga no ar.

– O que está acontecendo ?! – Exclamou Haldante.
– Nada que eu não possa lidar – o diabrete demonstrou um sorriso sinistro enquanto lambia a adaga recém adquirida – Se concentre em terminar o ritual, eu irei recepcionar a nossa convidada inesperada, recepcionar e matar! Matar! – e soltou mais uma explosão de gargalhadas antes de pular em direção a Helen.

Ele era um oponente formidável, o melhore que a jovem já havia encontrado, com exceção é claro de Tel’Jilad. A pequena criatura era ágil, e possuía muita força nas pernas, o que o possibilitava pular no ar o suficiente para tentar cortar o rosto da Helen, mas ela se esquivava de todos os golpes… infelizmente ele também possuía reflexos excepcionais e imitava o feito. Após alguns instantes um portal roxo se abriu diante do bruxo, isso distraiu a elfa, apenas por um breve momento, mas foi suficiente para o demônio cortar-lhe o rosto. A irritante criatura começou a rir estridentemente.

– Se isso deixar uma cicatriz eu juro que irei até o inferno te matar novamente depois que isso acabar! – E ao falar isso ela enfiou a adaga que lhe restava na boca do diabrete, que se desfez em uma nuvem vermelha.

Agora só restava matar o feiticeiro, ela pegou a adaga que estava com o inimigo, mas era tarde demais, Haldante jogou o rubi mágico, que a ladra havia roubado para ele alguns dias atrás, dentro do portal, um som seco foi emitido e um clarão púrpura ofuscou a visão da elfa…

A próxima coisa que ela viu foi a enorme silhueta de Balgass envolto em uma nuvem de fumaça negra, ele devia ter uns três metros de altura, e suas assas abertas deviam ultrapassar os 4 metros de envergadura. Sua pele era escarlate e ele possuía quatro braços, seus chifres gigantescos estavam cobertos de sangue e uma chama negra ardia no interior de sua alma, se mostrando nos olhos e na boca e suas dezenas de dentes que mais pareciam lanças se moviam ameaçadoramente conforme ele falava:

– Qual o motivo para você ter me trazido para este mundo? – sua voz era grave e profunda, como se viesse de algum lugar distante dentro dele, mas perfeitamente audível.
– Me chamo Haldante Zin’Aegnor, e eu o chamei para que destrua Dalaran! Agora vá!
– Você ousa me dar ordens tolo mortal?! – e então com um único golpe de sua espada serrilhada ele arremessou o bruxo para longe e gargalhou lenta e pausadamente, então voltou a falar enquanto ainda olhava para Haldante – Por ter me libertado eu realizarei seu ultimo desejo, destruirei a cidade dos magos que me aprisionaram e então abrirei um portal para o Senhor da Legião Flamejante usando a vasta reserva de mana que eu roubarei de minhas vitimas – ele começou a mover sua grande arma
– Espere! Não… – Tarde demais, o Tothrezim já havia perfurado o corpo dele enquanto ria do desespero da vitima. Ele então olhou para Helen, que estava escondida novamente.

– Eu sei que você está ai… – Ele então olhou ao redor e viu a mancha vermelha onde o diabrete havia se desfeito – vejo que matou meu servo Griffith, muito impressionante! Vejamos se consegue o mesmo comigo! – e mais uma de suas risadas. Nesse momento a ladina saltou de onde estava escondida e com um arremesso certeiro acertou a cabeça do demônio.

Ele continuou rindo ainda mais enquanto tirava a adaga de sua testa, que imediamente se regenerou. – Você vai ter que tentar muito mais que isso mulher – e voltou a rir enquanto se aproximava lentamente de nossa “heroína”.

“Como eu suspeitava! Armas mundanas não serão capaz de matá-lo, mas eu tenho um plano…”. A ladina então pegou a tocha com o fogo cruel e atirou contra o demônio, “isso não irá matá-lo, mas pelo menos vai distrair o cretino por algum tempo”. Balgass agonizou de dor enquanto o fogo mágico se espalhava instantaneamente pelo seu enorme corpo, mesmo para um demônio, aquela chama ardia intensamente. Mas em alguns segundos ele conseguiu dispensar a conjuração de Haldante e sem a iluminação que ela provia, a sala ficava completamente escura, com exceção do fogo negro que ardia no interior do Lorde das profundezas, que era agora a única coisa visível, mesmo para os olhos treinados da elfa.

Balgass olhou fixo para Helen e então riu novamente – Muito impressionante mesmo! Isso está ficando divertido, você é o primeiro adversário que eu encontro capaz de me causar dor! Após tantos séculos combatendo os Lordes Annihilian no Caos Inferior, quem diria que meu maior adversário seria uma mortal! – E voltou a gargalhar profundamente, como se toda a dor que ele acabará de sentir não passasse de um jogo doentio.

A assassina então atirou uma adaga no coração do Demônio…

– Você deve estar ficando realmente desesperada para tentar isso de novo, já está perdendo a graça, vamos acabar logo com isso, tenho uma cidade para destruir.
– Você não vai para lugar algum, esse é o seu fim.
Então Balgass tirou a adaga do peito e percebeu que ele não estava se regenerando – Não pode ser! Derrotado por uma mortal! Como você…? – E então fogo negro começou a sair da ferida do demônio, e enquanto ele se carbonizava Helen respondeu a ultima pergunta do moribundo.
– Essa é uma adaga feita de jade, eu escrevi o seu nome nela com um pouco sangue do corte que seu servo gentilmente fez em meu rosto, você estava distraído demais sentido um prazer masoquista enquanto queimava para perceber que era muito mais que uma adaga comum, e isso foi o seu fim. O segredo está nos detalhes… – E ao terminar de falar, ela pode ver a expressão de ódio no rosto do adversário logo antes dele explodir em fogo infernal.

Após a morte do demônio, tudo o que restava era o rubi mágico, “aposto que isso vale uma boa grana no mercado negro” pensou a ladra enquanto olhava fixamente pra ele em sua mão, “ou talvez eu fique com você, daria para fazer um belo anel, afinal você já me rendeu um contrato de 200 mil peças de ouro com o feiticeiro e uma fixa limpa com a guarda do sol”.

Helen pegou o seu hawkstrider no celeiro da estalagem e partiu de volta para Silvermoon. Chegando à cidade ela foi até o armazém onde ela havia encontrado o Justicar da primeira vez. Ela entrou silenciosamente por uma janela, queria pegar o Valhalan por trás para dar-lhe um susto, alguma coisa nele a atraia a ponto de tê-la convencido a aceitar a missão e acreditar que ele realmente iria deixar ela escapar com a fixa limpa, talvez ela estivesse experimentando o amor pela primeira vez em sua vida conturbada.

– Senhor a mercenária está demorando demais, não deveríamos mandar alguém atrás dela?
– Não.
– Mas e se ela tiver fugido, como a encontraremos depois?
– Não se preocupe, ela não irá fugir, aposto que ela já está a caminho agora mesmo enquanto conversamos… além disso, se mandássemos alguém espionar ela e ele fosse pego, ela poderia fazer ele falar.
– Senhor nós fomos treinados para não nos redermos mesmo sobre tortura.
– Eu confio em vocês, mas não se esqueça que ela é uma assassina profissional, e se ela tiver algum frasco de Verddatha? Mesmo Rompedores de magia nada poderiam fazer contra uma “poção da verdade”, além disso, mulheres como ela tem outros meios de fazer homens falarem, sem ter que recorrer a tortura ou alquimia.
– Não entendo o que você quer dizer…
– Não importa agora, apenas pense, é arriscado demais mandar alguém atrás dela e arriscar que ela descubra que estamos armando pra cima dela, quando temos certeza que ela cumprirá o trabalho.
– E se ela tiver fracassado?
– Essa não é uma possibilidade, ela é boa no que faz, não falharia ao assassinar um mero feiticeiro.

“Quem sabe boa demais!”, pensou a Helen enquanto atirava uma adaga envenenada em Valhalan.

– É ela! Peguem-na! – Falou o Rompedor que estava conversando com o Justicar.
– Então isso era mesmo uma armadilha desde o começo! – Gritou Helen antes de escapar do deposito pela mesma janela que havia entrado. Do lado de fora ela pegou o hawkstrider que sua amiga havia lhe emprestado e correu para fora da cidade. Helen já havia sido traída antes, afinal ela vivia em meio ao submundo, mas essa era a primeira vez na sua vida que ela se ressentia por isso, e pior de tudo, se odiava por ter sido tão tola e ter caído na pior das armadilhas, o amor… mas ela jurou para si mesma que esse erro jamais se repetiria, ela iria para Lordaeron capital, criaria uma vida nova longe do alcance do Justicar e da Guarda do Sol.

————————————————————————————————–

Este é o meu primeiro conto dentro do universo do warcraft, mas já escrevi a história de muitos personagens para RPG’s, principalmente D&D ^^. Foi muito divertido escrever algo sobre WarCraft que é um de meus jogos favoritos, mas tive que fazer algumas pesquisas sobre assuntos referentes a antes da Terçeira guerra, pois o pouco que eu sei do cenario se limita a WarCraft III, WoW, Manga, HQ, e o breve resumo encontrado no WoW Wiki BR (que por sinal é o mais completo que eu já li, e ainda por cima está em português).

Meus amigos Rossini e Panon me ajudaram muito, e sem eles provavelmente essa história não teria ficado tão boa. Os nomes dos personagens (Haldante, Valhalan, Balgass e Griffith) foram sugeridos pelo Panon, a amiga da Helen eu pesquisei o nome do vendedor de montarias de SilverMoon xD. O titulo era para ser apenas Mercenária – Parte 1, mas eu acabei adotando a otima sugestão do Rossini de eliminar o numero 1 e por um subtitulo no lugar, que ele sugeriu por sinal ^^



Leia Também:
  • WoW RPG – Expectativa de Vida

    Quantos anos vive um humano? E um anão? E as raças imortais? Saiba tudo sobre a expectativa de vida das raças nesse artigo!

Sobre o Granfino

Jogo WoW desde 2007, sempre como hunter e já matei o Kael em seu auge. Quem quiser me encontrar é só procurar o Granfino no Warsong. For The Horde!!!