Ainda era cedo. Os altos picos rochosos de Dun Morogh estavam, como de costume, cobertos de uma branca neve. Os ventos uivavam, em uníssono, numa música triste que trazia dolorosas lembranças.
Górin estava nas matas próximas a Anvilmar. Sentado à beira do Lago Congelado, no acampamento improvisado, o anão descansava, aquecendo-se perto da fogueira. Seus olhos azuis olhavam para o céu cinzento; estavam distantes, perdidos em pensamentos.
O caçador anão lembrava da triste história de Azeroth, de como foram gloriosos os dias que antecederam a chegada da Horda a este mundo. Seu pai, Glórin Machado Dourado, fora um dos muitos Vigilantes das Montanhas de Dun Morogh, defensor fervoroso de sua terra natal, Ironforge. Porém, desde chegada da Horda e da morte do nobre comandante humano Anduin Lothar, Glórin Machado Dourado nunca mais foi visto.
Desde então, Górin vem procurando por seu pai desaparecido.
De súbito, algo chamou a atenção daqueles distraídos olhos azuis. Uma figura pequena movia-se pela neve branca, suas vestes azuis contrastando com a paisagem.
— Ei, amigo ! — a figura se aproximou, com sua voz rápida, destoada e estridente chamando por Górin.
Górin logo se levantou e respondeu:
— HA ! Olá, primo gnomo.
— Olá ! Sou Préston. Quer me ajudar com uma missão?
Gnomos. Como são curiosas essas criaturinhas. Mal conhecia o Anão e já o convidava para formar uma pequena dupla.
— Posso tentar ajudar. Do que se trata sua missão? — Górin se prontificou, perguntando.
— Aquele anão ali… — Préston, que sempre fala gesticulando muito, apontou para um anão do acampamento. — Ele disse que perdeu seu diário dentro da caverna dos Trolls e me ofereceu uma recompensa pelo resgate. Mas está muito difícil conseguir entrar no lar dos trolls. Eles são muitos…
Górin pegou sua mochila, colocando-a nas costas. Com o machado na cintura e o rifle em mãos, ele disse:
— Vamos lá !
Lentamente, o pequeno grupo aproximou-se da caverna dos trolls. Movendo as mãos em gestos aparentemente sem sentido, Préston tratou logo de conjurar uma magia, criando surpreendentemente uma bola de gelo que explodiu sobre uma das criaturas, quase a paralisando. Enquanto a criatura tinha sua velocidade reduzida, Górin voltou sua atenção a outro troll, que corria em direção aos atacantes, praguejando alguma coisa em sua língua estranha. Enquanto Górin disparava com seu rifle, Préston conjurava magias de fogo e gelo. Os inimigos eram abatidos um a um.
Sem dificuldade, o grupo chegou ao interior da caverna, onde Préston encontrou o procurado diário.
— Ah ! Aqui está. Ooooops… — Préston, de repente, deixou cair o objeto encontrado.
De pronto, Górin abaixou-se para pegar o diário, momento em que observou, sem intenção, o seu conteúdo. Assim estava escrito:
“E assim as tropas da Aliança adentraram o Portal Negro, escuro como o luto em seus corações pela morte do líder. À frente, o batedor Glórin Machado Dourado, seguia o rastro do Shaman Ner’zhul, através das desconhecidas terras de Draenor.
Desafortunadamente, a magia maligna de Ner’zhul levou o mundo de Draenor a um colapso existencial. Enquanto o mundo se despedaçava diante dos olhos dos valentes da Aliança, Ner’zhul, enlouquecido, continuava a manter sua magia na abertura dos portais.
A Aliança tinha que destruir o xamã, mas restariam somente alguns segundos para fugir, pois com sua morte se esvairia a magia dispensada na abertura dos portais.
E foi o bravo Glórin que se ofereceu para ficar e destruir o shamã, num último golpe, enquanto as tropas da Aliança aproveitavam o último segundo para retornar a Azeroth.
Glórin Machado Dourado e seu grupo de aventureiros valentes destruíram o nefasto
xamã, com a ajuda de um desconhecido sacerdote Draenei.
Todos que sobreviveram à batalha conseguiram retornar a salvo ao mundo de Azeroth.
O valente Glórin, ferido pela magia maligna, assistiu à destruição de tudo à sua volta, perecendo com o mundo de Draenor.”
— Ai ai ! Deixei cair… — Préston pegou o diário de volta.
Górin, com lágrimas nos olhos, sofrendo sozinho, seguiu o gnomo, que cantarolava e saltitava em direção à saída da caverna.
OBS: Esse conto não foi escrito por mim, ele foi escrito pelo próprio Górin e postado no forum do server que eu jogava (WoW New Gen), eu estou apenas postando o conto aqui no site

hehe, Górin, se algum dia você chegar a ler o seu conto aqui no site, parabéns hehe
ficou ate legal,deu pra perceber que o conto tinha muita coisa do wow pois esse diario eh uma das primeiras missões dos anões en dun morogh!!!