Gerações de Honra 6: A Luz Salvadora e os Trolls do Gelo

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Esse conto faz parte de uma grande história que eu escrevi e continuo escrevendo. Fala de uma das primeiras batalhas de Galdor, como um guerreiro ainda no final da segunda guerra, muito antes do nascimento do seu filho Saiden.

Sem qualquer arma efetiva de combate a distância, nossos amigos se vêem encurralados entre uma caverna escura e instável, e alguns raptores famintos. Antes de terem qualquer chance de pensar em algo com clareza, Aramill puxa a tocha mágica e a acende diante dos raptores que se ofuscam e fogem com medo do grande e intenso brilho.

Ele se vira e diz: “Segundo sabemos, temos três dias para achar uma entrada, antes que a tocha se apague” os outros estão divididos entre o ato heróico do meio-elfo e o fato de ele ter posto em risco a única forma de sinalizar a distância para as tropas que vinham do norte.

“Nunca vi algo assim tão brilhante, isso deve ser alguma bruxaria élfica” disse o velho anão. Alliana irritada retruca: “Se falar assim de novo sobre meu povo, vou cuidar que sejam suas ultimas palavras seu anão imundo e f…..” Galdor põe a mão em sua boca e a cala evitando mais uma discussão.

Após improvisarem curativos para seus ferimentos e jogarem as carcaças dos raptores mortos para fora da trilha, eles decidem descansar um pouco, antes de procurarem a entrada certa para Iron Forge.

Os Trolls do Gelo

Iolaf caminha confiante, dentro do túnel completamente desconhecido para ele, e a cada passo ele percebe que aos poucos, está descendo e relação à entrada da caverna em Iron Forge. Após um dia de caminhada quase ininterrupta, muitas perguntas passam pela sua cabeça, “Será que eu vou conseguir?” “Será que encontrarei ajuda a tempo?” “Será que existe mesmo uma saída por esses túneis?” “Será que……” “?” um ruído de pequenas pedras rolando no chão, seguindo de pequenos passos, interrompem o pensamento do jovem anão, que para de caminhar e tenta tampar a luz emitida pela sua lanterna. Sua cabeça se enche de dúvida: “Se eu apagar a lanterna terei muita dificuldade em andar, pois é escuro demais mesmo pra mim, mas se não apagar posso ser descoberto por essa coisa que está…” “Comida…..” diz a voz num tom baixo, quase fantasmagórico. Sem pensar mais no que fazer com a lanterna, Iolaf corre em direção no que ele acredita ser oposta a voz e se depara com um ser grande, esguio, de pele azulada e com grandes presas. Um de seus pesadelos de infância estava diante de seus olhos: era um troll do gelo.

Antes que o troll fizesse qualquer movimento, Iolaf rapidamente atira a lanterna em chamas em direção ao troll e corre em direção oposta. De um túnel lateral ele vê mais duas sombras bem semelhantes que por pouco não o seguraram. O anão continua sua descida desesperada até que derrepente um forte golpe o atinge na cabeça e aos poucos ele percebe sua visão cada vez mais embaçada e escura até o estado de inconsciência.

Ao acordar, ele se vê preso a uma rede, e arrastado montanha acima. Antes que ele pensasse em algo, ele escuta vozes familiares gritando “Larguem ele, trolls nojentos” dois guardas atacaram ferozmente os trolls que arrastavam o jovem anão. Aproveitando a confusão da batalha, Iolaf se livrou das redes e seguiu correndo montanha abaixo sem olhar para trás, sabendo que de qualquer jeito ele deveria encontrar a saída daquele lugar. Quando ele achou que estava seguro, viu o mesmo objeto que o derrubara antes passar de raspão por sua orelha, e viu o machado de pedra bater na parede e cair a sua frente, como veio desarmado, ele pegou o machado e seguiu correndo montanha abaixo imaginando que teria que em breve lutar pela sua vida apenas com aquela pequena arma. Até que para sua surpresa, ele vê uma distante luz a uma distância razoável. “Será uma saída?” ele indaga.

Sem pensar muito ele continua correndo até bater de frente com um ser bem mais alto que ele cair sentado no chão, este por sua vez também cai com o impacto do anão que vinha embalado na correria. “Hahahahahaahahah os anões te amam Alliana” diz Heian num tom sarcástico. Iorick põe sua espada apontada para o anão e pergunta: “De onde vens anão?” Iolaf assustado e quase sem fôlego só consegue dizer uma só palavra: “Trolls, Trolls, Tr…” antes que ele falasse Iorick já estava aparando um golpe de machado de um deles enquanto Galdor se esquivava e golpeava um segundo que vinha em seguida.

Com a breve batalha cessada rapidamente após Alliana degolar o Troll que atacara Iorick, todos tentam entender o que o jovem anão diz, mas existe um pequeno problema: “Hei, ele não fala o comum?” diz Heian espantado. O velho Ormer vira para os aventureiros e diz: “Ele ainda é jovem e mal deve ter saído da montanha, vocês devem ser os primeiros humanos e elfos que ele vê. Dêem-me um minuto que eu falo com ele na nossa língua.” Após conversar com o jovem ele vira e diz: “Realmente ele veio de lá, pelo que ele me disse acho que ele está á um dia e meio andando nos túneis” Alliana pergunta: “Ele saberá voltar?” O velho Ormer olha para ela e diz “Se existir algum anão que se perca em algum túnel ou montanha, nossa raça merece deixar de existir, pois nós nascemos e vivemos através delas” O batedor se vira e fala: “Ótimo, quem ficará com a tocha? Eu não vou esperar as tropas para ir até a montanha”.

Em breve: A BATALHA DE IRON FORGE



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Sobre o Saiden