Gerações de Honra 8: A Batalha de Ironforge 2

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Esse conto faz parte de uma grande história que eu escrevi e continuo escrevendo. Fala de uma das primeiras batalhas de Galdor, como um guerreiro ainda no final da segunda guerra, muito antes do nascimento do seu filho Saiden.

A BATALHA INICIAL, E OS ESCRITOS PERDIDOS DE ULDAMAM

“Grande rei Magni, abra esses portões e deixe minha guarda de elite, os punhos de sangue esquartejarem os malditos orcs e trolls de uma vez por todas, as sobras deixaremos pra vocês e para as tropas que estão vindo pela estrada principal.” Danath fala num tom que pode ser ouvido por quase meia cidade. O rei impaciente responde “Organize seus homens que meus irmãos organizarão os nossos, ai sim mandarei abrir os portões para liquidar esse cerco de uma vez, e não demore!” Os portões já apresentavam sinais que não durariam muito mais e os orcs percebendo o tempo de cerco já era muito grande, viram que ao entrar encontrariam soldados provavelmente abatidos e com fome. Rapidamente os homens da guarda de elite de Stromgarde se posicionaram próximos ao portão da cidade, a primeira linha formada pelos oito mais antigos guardas, bem armados e dispostos a perder a vida numa luta honrosa em nome de sua nação e seu povo. Logo em seguida, os outros homens se posicionaram, aqueles que de alguma forma atacariam a distância procuraram posições na retaguarda das tropas de contenção que ocupavam todo o corredor de entrada da cidade.

Pouco mais de dez minutos se passaram da conversa do rei com o capitão até que sua majestade dá a ordem: “Abram os portões!” e assim os portões que muitos achavam que iriam selar os anões de vez dentro das montanhas se abriram para por um fim no cerco orc.

“Venham monstros verdes, vocês todos juntos não podem comigo!!!” assim grita o capitão Danath, quase tão ensandecido quanto os orcs que sitiam a cidade anã. Enquanto isso no outro lado da cidade, o irmão do rei, o explorador Brann Bronzebeard se encontrava trancado na sua biblioteca que ficava em uma das salas da grande biblioteca da cidade. Ele está muito intrigado com os escritos parcialmente traduzidos, principalmente de um disco de pedra que possui uma seqüência de runas ao mesmo tempo familiares e estranhas. “Senhor a luta começou” grita um guarda do outro lado da porta. “Não me interrompa soldado” retruca Brann que a dois dias permanece na sala traduzindo os artefatos e levantando dados que possivelmente esclarecerão muito a respeito da história dos anões.

Nem mesmo os trajes de exploração ele tirou. Após traduzir trechos de alguns objetos que no fim não revelaram mais nada que pudesse ser acrescentado ao que ele já sabia Brann volta sua atenção para o disco. Pouco a pouco, ele reúne seu conhecimento junto com os de antigos manuscritos de seus ancestrais. Pouco a pouco ele decifra o disco e percebe que algo acontece com ele. Brann percebe que sua pele está ficando muito sólida como pedra. Ele se assusta, mas depois de entender o disco por completo, ele percebe que essa é uma habilidade dada pelos seus ancestrais de origem titânica para o povo que foi criado através das montanhas.

Rapidamente, ele põe o disco em uma bolsa de couro, abre a porta e grita “Soldado, meu irmão Magni precisa receber isso agora, fale pra ele simplesmente tirar o disco e erguê-lo acima de sua cabeça” Mas senhor… “Não discuta, preciso fechar os acessos a biblioteca e liderar os atiradores. Vá agora.” O soldado corre em direção ao volume de soldados que gritam com o calor da luta, sabendo da personalidade do rei ele presume que sua majestade deve estar bem no olho do conflito, ou o mais perto possível. Infelizmente as tropas humanas não conseguem segurar os orcs na entrada da cidade por muito tempo. Os ogros magos, junto com um cavaleiro da morte que transforma qualquer corpo, seja ele aliado ou inimigo em um escravo morto – vivo ao seu comando começam a pesar na luta, obrigando as forças da aliança a recuar para o interior da cidade.

Galdor está numa linha intermediária e já golpeou alguns orcs e trolls, mas foi obrigado a recuar quando um ogro correu em sua direção. Aramill e Heian se juntaram aos grupos de atiradores que pouco puderam fazer devido ao receio de acertar seus próprios amigos devido ao número de aliados juntos num espaço tão estreito. Com a entrada da horda na cidade, os inimigos ficaram mais expostos aos tiros de canhões espingardas e carabinas dos anões, além é claro, das precisas flechas élficas, entre elas as de Alliana que já sonhava com o manto de ranger em seu ombro. A coesão das tropas estava sendo aos poucos desfeita devido à presença do cavaleiro da morte que além de ser um necromante, era bastante hábil no seu cavalo esqueleto, e com o seu cajado carregado de pura magia maligna. O rei Magni, Danath e o irmão mais jovem do rei, Muradin encaram juntos os ogros sem grandes complicações, mas eles ficam impedidos de conter o resto dos orcs e trolls que entram a cada instante. Entre eles, provavelmente o líder, entra na cidade com uma fúria quase indomável, com apenas um olho, o que não lhe faz falta nenhuma na batalha o orc conhecido como Killrog Deadeye lidera o ataque a Ironforge.

Em meio a tamanho caos da batalha o soldado que fora incumbido de levar ao rei o disco de pedra cai ante a um golpe certeiro de um orc que o acerta pelas costas. Antes que sua vida se esvaísse, ele agarra o pé de outro anão e diz “Entregue ao rei, é importante que ele er……..” o jovem Iolaf que tenta apenas sobreviver tem algo em suas mãos que lhe parece ser muito importante para ser entregue ao rei. Essa era uma nova oportunidade de mostrar sua coragem e seu valor ante aos seus semelhantes.

Continua…



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