“Está decidido, Iorick e Heian ficam com o garoto esperando as tropas enquanto o resto de nós sobre com o mineiro” diz o batedor.
Galdor Alliana e Aramill seguem para o túnel escuro com uma velha tocha que lhes dá uma iluminação muito precária. O velho Ormer fala: “Andem rápido e cuidado com a cabeça, vocês humanos e elfos são compridos demais para andar em túneis.” Alliana faminta e estressada não tarda em falar: “Não seria você bai…..” Galdor novamente a interrompe dizendo: “Evite discussões desnecessárias” “Quem você pensa que é, reles humano?” A elfa grita e complementa: “Se não fosse por um maldito pacto feito por nossos ancestrais eu não estaria aqui, imunda e faminta cercada de inúteis lutando por pântanos e montanhas que não pertencem ao meu povo.” “Se é tão superiora assim elfa, por que não sobe sozinha e dá cabo dos orcs pra nós e demonstra sua superioridade élfica para meu povo que vive nas montanhas.” Fala o velho anão num tom de sarcasmo.
O batedor observa tudo e fala: “Quanta perda de tempo” Galdor completa: “Concordo, guardem seus rancores para os orcs, será mais útil do que….” Galdor interrompe seu próprio discurso para ouvir o que lhe parecia ser passos vindo do caminho acima. Antes que pudessem pensar em algo, um machado de pedra extremamente afiado crava no ombro esquerdo de Galdor, que de dor deixa seu escudo cair. “Fiquem atentos, argh!” fala o jovem soldado vendo seu ombro sangrar.
Ormer numa tentativa de localizar os trolls gira para todas as direções com a tocha e consegue apenas ver vultos. “Droga, malditos trolls estão nos cercando, vamos sair daqui rápido. Alliana ajuda Galdor a se recompor, sem dizer uma única palavra sequer e eles seguem adiante o mais rápido que podem até a elfa ser ferida de raspão por uma lança vinda da escuridão logo à frente. O batedor arremessa uma de suas adagas e ouve ou grunhido vindo das sombras.
Dois trolls se aproximam ferozmente e uma batalha desesperada pela vida se inicia no estreito túnel. Quando o segundo troll cai ante aos golpes certeiros de Galdor e Alliana, mais quatro trolls aparecem nas suas costas e ferem o braço esquerdo do anão que por muito pouco não derrubou a tocha. Usando suas ultimas forças, o grupo em séria desvantagem usa tudo o que lhe resta para sobreviver.
Quando o anão achou que sua vida seria tirada por uma lança troll ele vê a cabeça do seu oponente saltar e cair do corpo. Ele observa com calma, vê um grande contingente de soldados humanos espremidos no túnel e entre eles o jovem anão com a tocha mágica, iluminado o local com bastante intensidade. “Vamos homens a hora é essa, os orcs estão recuando, vimos um grande batalhão indo em direção aos portões de algaz, seguido de perto por nossa cavalaria. Pela aliança!!!”Essas são as palavras do obstinado capitão Danath Trollbane. Em um dia de jornada pelo túnel escuro Danath e sua tropa de pouco mais de duzentos homens chegam a Ironforge pelas cavernas de forlorn. A cidade está numa grande agitação.
Alguns gritam “Os portões estão cedendo, é o nosso fim”. Rapidamente o capitão pede para ser levado na presença do rei enquanto ele passa instruções rápidas a um velho mago, um paladino e a um ranger. O nosso intrépido grupo, agora integrado ao grande batalhão da aliança segue na direção do que lhes parece à entrada da cidade anã. Ao chegarem próximos a entrada, o paladino, portando uma armadura pesada um martelo e um escudo pergunta em alto em bom som: “Todos estão bem fisicamente?” muitos dizem sim, mas Heian grita: “Hei grande líder, meu amigo aqui tem um ferimento feio no ombro, você pode fazer algo por ele?” referindo-se ao ferimento de Galdor. O paladino se aproxima e com sua mão direita ele segura o ombro do soldado e logo após um brilho dourado emana de lá. Logo que a mão larga o ombro a surpresa; a ferida foi completamente curada.
“Então esse é o poder da luz sagrada?” pergunta Galdor. “Sim esse é um dos dons que nos é concedido por termos fé na luz sagrada, se acreditas na luz e fores honrado poderá um dia também ter esses dons” completa o cavaleiro da mão de prata. “Posso saber o nome daquele que me sarou?” pergunta respeitosamente Galdor. “Meu nome é Saidan espero poder conversar contigo em uma hora mais oportuna, fique firme e tenha fé, assim venceremos.” Responde calmamente o paladino. Por um momento Galdor sentiu que de alguma forma, tanto esse homem que acabara de lhe curar, quanto aquele outro que lhe salvara na patrulha nas planícies, tinham uma fé, uma confiança quase inabalável, e que através dela eles eram capazes de realizar inúmeras façanhas em prol da bondade e da justiça e também desejou aqueles dons pra sim mesmo sem entender como era o caminho a ser seguido.
Continua…

Peço se possível para o adm do site para “formatar” o conto, pois eu tentei arrumá-lo mas não tive êxito. Agradeço desde já.
Muito boa a história cara, parabéns. Excelente!