Gerações de Honra 10 – A Aurora da Aliança: Rumo à Batalha Final

À medida que o céu escurece os grunhidos pouco a pouco começam a crescer e a ficar cada vez mais alto e claro nas montanhas. O rei Magni e o...
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À medida que o céu escurece os grunhidos pouco a pouco começam a crescer e a ficar cada vez mais alto e claro nas montanhas. O rei Magni e o capitão Danath rapidamente começam a reorganizar suas tropas. Pelo movimento das sombras nos caminhos que chegam até os portões da cidade também através das tochas acesas entre eles. Percebe-se um grande contingente inimigo, bem maior do que o primeiro que sitiava a cidade, vem se aproximando assustadoramente subindo as montanhas.

“Será o nosso fim?” questiona um soldado medroso. “Se for, será através de uma morte gloriosa” responde Muradin, o irmão mais novo do rei e um grande guerreiro anão de Iron Forge. O chão começa a tremer com a aproximação da horda que vem decidida a tomar de uma vez por todas a montanha que pertence aos anões desde tempos imemoriais.

Após muitos gritos de ambas as partes, os dois exércitos se chocam exatamente na linha dos portões abertos de Iron Forge, mas para a infelicidade da aliança, uma quantidade enorme de mortos-vivos vem a frente das tropas abrindo caminho, isso faz com que muitos fique desorientados e acabam sucumbindo em seguida. Com eles sobe outro cavaleiro da morte que coordena os movimentos dos mortos sem alma e dispara suas magias malévolas contra as forças aliadas.

No meio do corredor inicial, a poucos metros atrás do portão existe um grande redemoinho de golpes, fúria e sangue desencadeados pelos irmãos Magni e Muradin, acompanhados pelo enfurecido e destemido capitão Danath. Constantemente eles as tropas e nossos amigos se vêem avançando e posteriormente recuando devido à quantidade gigantesca de inimigos se espremendo num lugar tão estreito. A carnificina na entrada da cidade avança pela noite e aos poucos os orcs com os seus aliados conseguem novamente passar pelo corredor inicial da Iron Forge e chegar ao hall de entrada. A noite começa a se esvair junto com o fôlego e as esperanças da maioria. Killrog se mostrava implacável e isso tornava suas tropas cada vez mais confiantes. Alliana sentia um frio na barriga como nunca sentira antes e para o seu azar suas flechas acabaram muito antes do previsto. Logo ela teve que contar com sua habilidade de combate corpo-a-corpo do qual ela não era tão segura de si, mas quando a vida está em jogo muito se descobre de si mesmo.

Galdor, um pouco confuso, mas confiante desde o ocorrido da primeira batalha se viu diante do que poderia ser sua última luta, pois ele mesmo tendo a ferida no ombro curada ele perdeu muito sangue até a mesma ser fechada, logo suas forças estavam se esvaindo durante a luta, tendo a cobertura do astuto Iorick que se tornara um espadachim cada vez mais experiente. O jovem soldado consegue resistir à noite que nunca parece ter fim.

Aramill está muito a vontade com as novas armas de fogo e ao lado dos anões que não o vêem como uma aberração. Por mais que ele não admita, ele gosta da idéia de ser aceito por lá e logo ganha inconscientemente um incentivo a mais para defender aquele povo tão corajoso e que o tratara tão bem. A cada queda de um anão ele sentia como se um grande amigo houvesse partido, sentimento esse que nunca havia passado pela cabeça do batedor. Sentimento esse que também despertava sua ira contra os orcs e as aberrações que obedeciam aos seus comandos. Seguindo as ordens do Mestre Brann, Aramill já pensava em si e em seu batalhão de atiradores como uma das ultimas forças de resistência de Iron Forge devido a esta parecer a de maior coesão ante ao caos da batalha.

Heian nunca tinha sentido tão de perto a morte, mesmo estando numa posição relativamente protegida, numa fenda na parede onde ele habilidosamente escalou, para de lá acertar seus inimigos com o arco, ele notou que em breve suas quatro flechas não serviriam para salva-lo de uma morte rápida e brutal. Assim que suas fechas acabaram, ele resolveu descer e disse para si mesmo: “Se vou cair, é minha obrigação levar alguns comigo, pois ficarei muito triste se tiver uma morte muito inútil”. E assim ele habilmente com a sua adaga foi vitimando ou ferindo alguns orcs e trolls em meio ao caos da batalha. Até que uma cotovelada inesperada o joga em direção a um troll selvagem. Com o corpo em desequilíbrio ele só tem tempo de fechar os olhos e pensar no pior, até que ele… Cai ileso no chão. Como? Heian observa um cavaleiro arrastando com sua lança o selvagem que o mataria. Logo em seguida gritos humanos seguidos de galopes, muitos galopes. “A cavalaria de Lordaeron chegou” ele grita. O resto fica por conta deles. Killrog habilmente desaparece em meio à batalha e os orcs e mortos-vivos que já ameaçavam a chegar aos outros setores da cidade são expulsos pela força combinada vinda de Lordaeron composta majoritariamente por cavaleiros, alguns paladinos e uns poucos magos de Dalaran que vieram a cavalo para ajudar na batalha. O cavaleiro da morte é pulverizado num ataque combinado de magos e paladinos. Em meio a uma pilha de corpos o Rei grita “KHAZ MODAN” grito este que ecoa pelas montanhas que recebem esse nome.

Com o raiar do dia, as forças orcs fogem acuadas pelas trilhas em direção ao sul tendo a luz do dia como o firmamento de sua derrota.

Continua…



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