Conto – A Corrupção da Ordem e o Caos

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Meu povo sofre…

O frio e a fome toma conta de todos e minha dor é grande por isso…
Meus irmãos sofrem da mesma dor que sinto em meu peito. Meu irmão Velen hoje vê apenas nuvens do que antes era apenas explendor…
Naaru não mas aparece em meus sonhos e meu medo é grande perante o futuro de meu povo.
Sou Jaeden, líder de meu povo com meus irmãos Velen e Archimonde. Somos os Eredar de Argus.
A muitas eras nosso povo era feliz e próspero, porém hoje o medo e as incertezas pareiam em nossas mentes em nossos sonhos ou pesadelos.
Em um dos dias mais sombrios ele veio até nós, Sargeras, olhou para nós em sua bela forma, palavras doces vinham dele…

“Pobres sois agora em viver em agonia e medo de tudo que vem do futuro que os aguarda. Porém seu medo não mais terá propósito, pois estou a trazer o explendor que sua raça em uma era teve.”

Em um minuto de silêncio ele parou, e após seguiu…

“Sou Sargeras, sou o maior entre os grandes Deuses que se chamam Titans, ao caos trago harmonia e beleza, e a beleza trago explendor, aqueles que vocês um dia chamaram de Deuses os abandonaram, porém aqui estou agora para única em minha vontade, trarei a vós o que tanto um dia tiveram…”

“Por que viera até aqui, Sargeras, por que viestes até nós os Eredar?”. Disse meu irmão Velen.

Sargeras ficou um tempo em silêncio, porém logo o silêncio desapareceu em suas belas palavras…

“Como havia dito, trago puramente a harmonia ao caos.”

Sargeras então levantou seu braço direito e seus mantos brancos cintilantes balançaram no vento de uma forma limpa e bela, a ponta de sua mão estava nossa colheita, morta pelas terríveis desgraças, que nos assolaram em eras, em um segundo uma luz brilhou bela, e no outro nossa colheita estava linda, seus braços se ergueram aos céus e novamente a luz veio e nosso céu que estava novamente lindo como em uma era já esteve.

“Isto é apenas uma pequena prova do que posso trazer a vós, sou ilimitado, e tudo posso se assim desejar.”

“Mas o que desejais que façamos meu senhor para que possamos retribuir pelo que fez a nós agora?” Disse eu enquanto me ajoelhava e era seguido por meus irmãos.

“Apenas devem me seguir, me ajudarão a trazer a ordem a este mundo de caos, meus irmãos estão contra minha harmonia e minha criação, se unam a minha legião que trará a ordem ao caos criado por eles…”

“E como poderemos fazer isso meu senhor? Não temos o poder que o senhor possui.” Disse meu irmão Archimonde.

“Como disse trago a harmonia ao caos e posso trazer a harmonia aos seus corpos caóticos. Darei-os tempo à pensar, voltarei em alguns dias e uma resposta irei de exigir de vós.”

Então Sargeras ergueu suas mãos ao vento novamente e em um movimento suave uma grande luz brilhou e ele desapareceu, porém, nosso mundo cinza uma vez mais teve cores, vi o sorriso de meu povo, era tudo que mais queria.
Dias se passaram e cada vez mais espalhava-se as palavras de Sargeras. Em um dia, Velen veio até mim e me disse.

“Jaeden, meus olhos se abriram uma vez mais, a nuvem que estava sobre minha mente desapareceu, e eu vi o que nos espera.”

“E o que viu meu irmão?”

“Nosso povo estava em trevas, muito piores que a que estávamos antes da vinda de Sargeras, ele não é confiável. Não devemos deixar de confiar em Naaru, Sargeras está mentindo para nós.”

“Não seja tolo meu irmão, não vê o que Sargeras fez com nós? Nos livrou da fome, das doenças, trouxe ordem ao caos que aqui pairava.”

“Não posso negar o que vi meu irmão…”

“Sua visão pode estar turva, meu irmão. Naaru nos abandonou a própria sorte e desgraça, e agora Naaru pode estar nublando sua visão contra Sargeras e contra seu próprio povo.”

“Não diga tolices Jaeden! Minha visão nunca esteve errônea, e não é agora que estará. Não devemos confiar nele.”

Estava com um pouco de fúria de meu irmão, para não o fazer mal me retirei então… Então ele voltou, sua bela forma estava novamente ali perante nós. Ele estendeu sua mão a nós e pediu que a tocássemos e então nosso pacto estaria feito, eu e Archimonde então o tocamos e sentimos o poder e a beleza correr por nós, porém Velen se recusou.

“Por que recusas profeta?” Disse Sargeras em tom ameno.

“Não creio que devo trair aquele que sempre segui meu senhor, agradeço o bem que nos trouxe, porém, não poderei segui-lo…”

Sargeras ali se levantou, estava menor que antes porém ainda era maior que nós, acredito que ele podia mudar seu tamanho ao seu béu prazer.

“Não o forçarei a me seguir jovem profeta, apenas olhai para o poder que dei a seus irmãos e decida, então novamente voltarei e lhe darei minha mão e escolheras se vais recusar ou aceitar minha benção…”

Então Sargeras desapareceu em uma grande luz branca, sentia o poder que Sargeras tinha me dado, meu irmão Archimonde sorria e brincava com o poder da criação que obteve.

“Por que recusou meu irmão, veja este belo poder, nosso povo não mais vai precisar sofrer.” Disse eu a Velen.

“Sois tolo meu irmão… Pois tudo tem seu preço…” Então neste momento vi olhos tristes no rosto de meu irmão enquanto ele saia em passo lento.

O poder era algo incrível, belo, aos poucos aprendia sobre o presente que Sargeras me ofereceu, aprendi que como Sargeras fez eu também podia, aos poucos dei poder ao meu povo como Archimonde também o fez. Velen estava triste, e pensativo também…
Com o poder de criar também veio o poder de destruir, o sentimento de criar era tão bom ao de destruir… Sinceramente, com o tempo o de destruir até se tornou melhor. Meu irmão cada vez estava mais triste em seus olhos.
Em uma noite Sargeras veio até mim em meus sonhos e disse…

“Seu irmão trama contra mim e contra vós e seu povo me caro Jaeden, ele teme o poder que vós obteve, inveja talvez, ou apenas medo.”

“Não meu senhor, meu irmão não faria isto, meu irmão ama meu povo tanto quanto eu amo.”

“Se assim acredita, então assim se manterá meu jovem Jaeden. A partir de hoje serais o líder único dos Eredar, para que um povo seja forte ele deve ter apenas um líder, vim ao sonho de Archimonde esta noite também, e ele concordou que vós sois o melhor para esta tarefa. Logo estará em tempo de me servir meu jovem Jaeden, serais meu general, serais minha vós, e assim levará minha palavra e minha ordem aonde quer que estejas.”

“E como posso trazer sua ordem meu senhor?”

“Meus irmãos trazem o caos e para isto devemos destruir este caos para então eu poder trazer a ordem. Não terás o poder suficiente para trazer minha ordem completa, porém terás o poder de destruir o caos de meus irmãos.”

“E quanto a meu irmão Velen meu senhor?”

“Quando acordares de seu grande sono saberás meu caro Jaeden. E agora serais conhecido pela acunha de Kil’Jaeden.”

Meus olhos então se abriram na luz do dia, o vento assobiava em um dia que voltará a estar cinza.

“Vistes meu irmão?” Falou Velen ao me ver.

“O que acreditas que eu vi meu irmão?” Me dirigi a Velen.

“Nosso mundo decai. A beleza que Sargeras nos trouxe não mais é tão bela.”

As tempestades caíam porém não realmente me importava.

“E qual o problema meu irmão? Temos o poder, temos a dádiva do grande mestre. Temos a tarefa que ele nos deu.”

“Seus olhos estão cegos meu irmão! Este mundo não mais vai sobreviver! Este é o fim que minha visão viu…”

“Sois muito tolo meu irmão… Para que a harmonia permanente permeie é necessário que o antigo caos seja destruído, nosso mestre apenas modelou o nosso caos para vermos o que ele podia fazer. Agora chegou a hora de começarmos com o seu desejo!”

“Fostes corrompido pelo mal de Sargeras meu irmão… Não tenho poder agora para impedi-lo, meu povo não será escravo de Sargeras meu irmão! Jamais permitirei que isto aconteça!”

“Não somos escravos meu irmão, somos a legião que nas chamas trarão a ordem a este mundo de caos! Seremos uma Legião Flamejante…”

Então Velen ergueu seus braços aos céus e atras dele se ergueu uma grande montanha branca…

“Esta é Oshu’gun, Naaru me revelou em meus sonhos o que veria a acontecer e me disse aonde estava e que nela então poderíamos escapar da mão de Sargeras.”

Uma rampa surgiu atrás de meu irmão e ele se virou e passou a subir.

“VELEN! Nunca que permitirei que fuja!”

Em minha fúria lancei-me contra Velen, mas uma grande luz surgiu a minha frente e palavras ecoaram em minha mente…

“Deixastes que o grande corruptor o controla-se jovem Jaeden… Sou Naaru e não permitirei que destrua meus filhos.”

Uma grande luz brilhou enquanto Oshu’gun levantava e desaparecia. Em minha raiva lancei muito do poder que o grande mestre Sargeras me ofereceu, para destruir Oshu’gun, porém Naaru parou meu poder e disse…

“Não permitirei que venhas a destruir o restou dos Eredar jovem Jaeden…”

“Meu nome é Kil”Jaeden! E não ouse pronunciar o nome de meu senhor!”

Então uma luz vermelha de meu poder reinou por tudo que ali existia e a destruição que Sargeras me ofereceu finalmente se tornou visível a mim e meus olhos, então finalmente acordei como meu senhor me previu.

“Fostes aquele que mais eu vi a força para trazer a prosperidade aos Eredar meu filho… E fostes o primeiro a cair…”

Ecoavam estas palavras em minha cabeça enquanto a forma de Naaru desapareceu em minha frente envolto ao meu poder de destruição. Nada restou alem de cinzas, Velen fugiu e agora senti que devia destruir aquilo que era nossa única fraqueza, eles que demonstravam a nossa fraqueza.

Um dia novamente nos encontráramos, meu ex-irmão…



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