Gerações de Honra 5: A Chegada ao Grande Porto e as Montanhas de Ironforge

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Esse conto faz parte de uma grande história que eu escrevi e continuo escrevendo. Fala de uma das primeiras batalhas de Galdor, como um guerreiro ainda no final da segunda guerra, muito antes do nascimento do seu filho Saiden.

A primeira parte completa da saga está disponível em pdf nesse link:

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Gerações de honra em Tempos de escuridão. A saga do jovem Galdor no fim da segunda segunda guerra.

Sem maiores incidentes, o grupo chega ao porto de Menethil, que apesar de levar o nome da família real de Lordaeron, é atualmente controlado e protegido pelos anos de Iron Forge. Junto com o grupo e o pequeno destróier, muitos navios começam a aportar aos poucos, e maioria deles traz como símbolo a ancora dourada com o fundo verde, símbolo da nação ilha de Kull Tiras, conhecidos como a principal força naval da aliança.

É visível o entusiasmo dos marinheiros, que chegam ao porto vibrando com as sucessivas vitórias da Aliança na retomada das ilhas. Um guarda do porto pergunta aos marinheiros: “Onde está o resto da esquadra?” o marinheiro responde: “Alguns de nossos irmãos se foram, mas a maioria está rumando em direção a Stormwind, incluindo a Nau do nosso Almirante e as tropas de Sir Lothar. Galdor escuta atento a conversa e se questiona apreensivo: “será que eles conseguirão?”derrepente ele sente uma mão apertando o seu braço e logo em seguida ouve: “Acorde temos que ir, você ainda está muito longe de casa.” Disse Alliana quase gritando. Galdor responde meio assustado: “Desculpe, mas é o futuro da minha nação que está em jogo” o batedor se aproxima e diz: será o fim de outras se ficarmos aqui parado. Iorick e Heian se aproximam e o príncipe pergunta a todos: “o que estamos esperando?”
Após pegarem algumas provisões e algum material que os ajudem numa provável escalada, eles partem para cruzar o pântano norte e chegar ao pé da grande montanha de Iron Forge.

Após algumas horas de caminhada no pântano, apesar de pequenos incidentes principalmente com os famintos crocolisks da região, ele encontraram uma passagem marcada com uma pequena bandeira que para todos aparentou ser algum símbolo dos anões.

“Será seguro?” pergunta Heian. Aramill responde: “Você tem alguma idéia melhor?” Iorick intervém “Qualquer mudança de trajeto nos levará novamente para o pântano cheio de crocolisks novamente.” Alliana passa a frente de todos e fala: “Anão ou não ele deve saber de algo, já que a trilha entra na montanha” Sem mais questionamentos ele continuam subindo e se deparam com uma pequena caverna na qual a entrada também possui a mesma bandeira encontrada anteriormente. Ao darem o primeiro passo para o interior da caverna ele escutam uma voz grossa e agressiva gritando: “Alto, parados ai, quem são vocês?” “Estou cansado de atirar em saqueadores baratos como vocês” Heian interrompe a voz e fala: “Hei amigo, calma nós…” “Não me diga o que fazer seu elfo imundo” a voz se aproxima e de dentro da caverna sai um anão com um canhão de mão apontado pra eles e uma picareta presa num cinto quem contém outros utensílios que parecem ser instrumentos de mineração.

Num gesto rápido, Galdor lança ao chão sua espada e seu escudo e fala calmamente: “Viemos em paz amigo, estamos em uma missão em nome da aliança” “Aliança?”diz o velho anão, “o que diabo é isso?” “Estamos em guerra a mais de três anos com a horda, onde você vive?”Disse Heian espantado com as perguntas do anão. O anão se vira e responde num ar de desprezo: “Não nos envolvemos em guerras promovidas por humanos e elfos, estamos livres disso nas nossas montanhas” Iorick toma a frente e diz: “Não é bem isso que sabemos” enquanto Iorick fala ao anão da missão, Galdor saca o mapa e o estende no chão logo a frente do anão. “Veja, reconhece esse mapa, foi feito por um dos seus e entregue ao capitão Danath de Stromgarde” o anão se assusta, e com os olhos bem abertos diz: “Sim!!! Esse é um mapa feito pelo mestre Brann” “Ótimo agora nos leve até o túnel de Iron Forge” diz a elfa visivelmente irritada. “Não sei de nenhum túnel daqui que saia em Iron Forge” fala o anão surpreso “Droga, o que faremos?” completa a elfa. “Quantos túneis existem aqui anão?” pergunta friamente o batedor. “Eu e meus amigos encontramos uns seis túneis, mas eles são muito instáveis e não entramos muito neles, até porque encontramos vários artefatos antigos aqui, e são eles que nos interessam no momento”

O grupo observa algumas covas e dentro delas alguns objetos lembrando jarras, urnas ou sarcófagos de um tempo muito distante. Após observarem bem Heian tem um estalo e pergunta: “Cadê os outros, os seus amigos?” o anão tristemente responde: “Todos mortos, os malditos raptores vieram no por do sol em três dias seguidos, eu sou o último que resta da expedição, nem os saqueadores são tão cruéis” Aramill, encantado com o canhão de mão do anão pergunta: “Hei amigo, você tem outro desse canhão de mão pra mim? Gostaria de aprender a usá-lo.” O anão se vira rindo e fala” Você fala da minha carabina? Sim eu tenho outra, acho que você pode com ela, já que não é totalmente um elfo hahahahaha”

Após conversarem por mais alguns minutos, o anão arma sua carabina e fala de olhos bem abertos: “preparem-se eles estão voltando”. Poucos minutos depois, um grupo de raptores sobe rapidamente a trilha, segundo em direção ao que lhes parece ser mais um grupo de presas prontas a serem devoradas.

Carabinas, arcos, espadas escudos e adagas ferem os raptores de maneira rápida e precisa, mas eles são muitos, rápidos e fortes. Nosso grupo intrépido é valente, mas não está no auge de suas forças devido aos árduos dias de viagem. A luta pela sobrevivência é feroz. Cada um por motivos diferentes, luta pela vida que passa diante dos olhos a cada instante, em cada garra, em cada presa sanguinária que cai ante aos seus pés. Para a sorte de nossos aventureiros, a caverna onde eles estão possui uma subida estreita e íngreme, dando a eles um tempo um pouco maior do que se os encarassem em terreno aberto. Simultaneamente tanto a luz do sol, que já era escassa devido ao dia nublado, quanto à munição das carabinas, quanto às flechas de nossos amigos elfos cessam sem o menor aviso prévio.

A CORAGEM QUE BROTA DAS MONTANHAS

Iolaf Fireforge, ao contrário de sua família, detestava qualquer serviço ligado a forja e sempre fazia o máximo possível para evitá-los. Seu pai Bandis, além de ser um excelente forjador de armas, também era um exímio guerreiro, mas por recomendações dadas por sua esposa Magda, ele jamais ensinaria as artes do combate a nenhum de seus filhos.

Sempre que surgia uma oportunidade, Iolaf observava os treinamentos dos guardas, e treinava as escondidas seus movimentos. Seu sonho era de um dia, como o príncipe Muradin e seu pai, saber as técnicas supremas de combate com o martelo e o machado. Técnicas das quais somente aqueles conhecidos como os reis da montanha possuíam e as utilizavam em momentos de grande perigo.

Apesar de suas lamentações, tudo corria bem na pacata vida do nosso jovem anão em sua vida em Iron Forge, até a chegada deles. Aqueles que tomaram a grande nação humana de Azeroth, invadiram as terras dos reinos humanos do norte e por fim chegou às fronteiras dos misteriosos elfos. Aqueles monstros verdes dos quais os humanos chamam de orcs. Em apenas três dias, eles tomaram nossas fronteiras, e cercaram a grande capital, da qual está a mais de três semanas fechada.

Boatos dizem que um anão saiu a mando do rei com um mapa, e uma máquina voadora feita com a ajuda dos gnomos chamada por eles de girocóptero. Dizem ainda que ele foi em direção aos reinos do norte, onde as forças da aliança estão concentradas. Alguns de nós já sente fome, e outros estão visivelmente perdendo as esperanças. Alguns velhos padres falam que eles são liderados por cavaleiros que estão acima da vida e da morte, e que a cada um de nós que for morto surgirá um soldado morto vivo para eles. O rei Magni junto com a guarda real reforça diariamente o portão, que é constantemente testado pela maldita horda.

Iolaf percebendo a gravidade da situação, também viu ai uma grande chance de demonstrar sua coragem e quem sabe, finalmente convencer seu pai a treiná-lo nas artes do combate. Desde criança, ele sabia que alguns pequenos túneis saindo das cavernas de Forlorn davam pra fora da cidade, e estes eram constantemente vigiados para evitar a entrada de Trolls do gelo, que habitavam as montanhas próximas. Como ele vivia do outro lado da cidade, na área entre a ala militar e a grande forja, onde seu pai trabalhava, ele por ser muito jovem, foi sempre mantido a distância dali.

“Dessa vez vai ser diferente” pensou alto Iolaf, já se imaginando em algum dos túneis e saindo de Iron Forge para trazer ajuda. Aproveitando o sono de sua mãe e uma saída do seu pai que havia sido chamado pelo comando real, ele inicia sua jornada rumo às cavernas. Quando questionado por um guarda para onde estava indo, ele rapidamente disse. “Tenho um recado aos guardas das cavernas vindo de meu pai.” “De quem você é filho?” pergunta o guarda. “Você não está autorizado a saber detalhe de informações vindas da grande forja, por favor, deixe-me fazer meu trabalho ou você terá complicações com os velhos mestres forjadores.” Disse espertamente Iolaf. O guarda assustado responde: “Siga adiante jovem, faça o seu serviço!” Por saber a natureza do trabalho dos guardas, Iolaf levou uma lanterna ao local e entrou em um dos túneis dizendo com uma voz alta e grossa: “Vamos, vim lhe render” logo depois um guarda se aproxima visivelmente cansado e fala: “Até que enfim, bom turno.” Iolaf começa sua empreitada rumo ao desconhecido dentro de um dos túneis que o leva cada vez mais ao fundo das montanhas.

Continua…



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